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Agonizando
"O que, antigamente, foi fonte de júbilo e de lamento deve agora tornar-se fonte de reconhecimento".

[Jacob Burckhardt]

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Segunda-feira, Setembro 30, 2002

<Evandro> 

É impressionante como o discurso das esquerdas já está descaradamente comunista. Só não vê quem não quer. Todos os elementos do discurso comunista estão nesse texto abaixo (que saiu na Caros Amigos): progressismo, misticismo, falso nacionalismo (visto que o objetivo final é o globalismo total e sem limites). E a defesa do regime venezuelano é incrível. Como alguém pode achar que Chávez é um grande governante? É preciso estar muito hipnotizado pela ideologia...


"AS ELEIÇÕES E O PAÍS ELEITO

por Renato Pompeu

O presente artigo pode ter um tom algo místico, mas o autor espera que seja um misticismo materialista e objetivo. Estamos todos nos preparando para votar e é bastante presumível que os leitores e leitoras de Caros Amigos vão votar em massa pela mudança, pelo incentivo à produção, pela redistribuição de renda, em suma, pelo progresso.
Mas tudo isso esbarra nos estreitos limites a que está submetida, hoje, a soberania do Estado, em especial a soberania dos Estados dos países dependentes. Como mostra o exemplo da Venezuela, um governo que queira defender os interesses das grandes massas da população vai ter de enfrentar constrangimentos inevitáveis. Isso por causa da força econômica e do poder político não só dos capitais estrangeiros e dos setores a eles aliados, como também e principalmente dos setores financeiros.
Uma alternativa a essa situação poderia ser um Brasil nacionalista transformado em autarquia econômica. Conscientemente ou não, boa parte das pessoas progressistas que vota ansiando por mudanças anseia por essa alternativa. No entanto, um Brasil desligado do mercado mundial, como tenderam a ser os regimes stalinista, fascista e nazista, se veria rapidamente cercado pelo expansionismo americano, que conta com muitos aliados internos neste País. Os Estados Unidos já mostraram até à exaustão até onde são capazes de ir quando se trata de defender os interesses das multinacionais.
Outra alternativa, e aqui é que entra o misticismo invocado no início deste artigo, aponta para a necessidade e a oportunidade de o povo brasileiro ter sido eleito - pelas circunstâncias estratégicas de sua posição intermediária entre os países mais ricos e os países mais pobres, por ter em seu territórioa reprodução do que há de bom e do que há de ruim em todo o mundo, por reproduzir como que microscopicamente as desigualdades mundiais - para ser o profeta de uma globalização realmente globalizada. Uma globalização que não seja apenas econômica, mas também social e política. Uma globalização que vá defender o incentivo à produção e à redistribuição de renda em escala planetária. Uma globalização baseada no princípio da igualdade de todos os seres humanos do planeta, com um governo mundial eleito pelo sufrágio universal de todos os habitantes da Terra. A democracia em escala mundial é a única maneira de minimizar a arrogância dos militarmente mais fortes. Tudo isso é misticismo?"

Renato Pompeu é jornalista.
</Evandro> <!--2:50 PM-->

Quinta-feira, Setembro 26, 2002

<Evandro> 

Estava folheando hoje o "Manual de Economia", escrito pela "Equipe de professores da USP". Notei que, curiosamente (oh!), a escola de Viena só aparece - na parte de história da ciência econômica - na fase "pré-científica" da economia. Ou seja, Böhm-Bawerk era pré-científico! E depois a economia se tornou realmente uma ciência. Sabe com quem? Com Keynes! Oh my darling! Let's put the State to work for the economic growth and let's produce some wealth, baby! And let's win some Nobel prizes!!

Mas, falando sério. Preciso continuar lendo esse livro. Posso estar errado, pois só dei uma rápida investigada. Tomara que eu esteja errado! Esperança é a última que morre, isn't it?
</Evandro> <!--10:26 PM-->

Segunda-feira, Setembro 23, 2002

<Evandro> 

Em uma de suas últimas "blogadas" sobre política no blog do Digestivo Cultural, Eduardo Carvalho citou um artigo de Noel Malcolm no Telegraph. O título do artigo é When in doubt, blame the U.S.

Fui ler e encontrei essa pérola, que devia ser transformada em um cartaz e pregada por aí, pelas faculdades, DAs, CAs e DCEs: "since the world is not OK, it follows that all arguments in favour of capitalism are worthless".

Aliás, o artigo tem uma outra lição muito útil. A de que um livro mais profundo e filosófico pode representar um mal muito maior que um livro superficial (essa é para os que acham que metade dos problemas do mundo acabariam se proibíssemos os livros de auto-ajuda): "Professor Honderich has tried to stick closer to the really big issues. Instead of anecdotes and vox pops, his book (Edinburgh UP, £15.99, 160 pp) is filled with abstract argumentation about moral philosophy, the nature of democracy, the definition of political violence, and so on. As a result, this book is able to be bad in a much more serious way. Indeed, I think it is one of the worst books I have ever read".

Aqui na terra do sabiá la cosa è un po' diversa. Os "intelectuais" nem lêem esses livros mais profundos. Geralmente ficam só no elogio, e retiram suas idéias básicas de ensaios do Mamais!, escritos pela dona Marxlena Xuxaí (os termos não são meus!) e cia ilimitada. De Marx, só o manifesto. De Hegel, só manuais. Mesmo da Marxlena, só os ensaios. Pois quem se aventuraria nas infindáveis páginas de seu tratado sobre Espinosa, quando até o Jornal de Resenhas publicou - ao invés de uma resenha acadêmica, como de hábito - uma - pasmem! - entrevista com a autora!? Também quero um dia escrever um livro, ser publicado pela Cia das Letras e fazer a própria resenha dele para os leitores. O raciocínio do editor do jornal é o seguinte: não existe possibilidade alguma do livro da Marxlena ser ruim. Logo, vamos chamá-la para uma entrevista-resenha!
</Evandro> <!--11:09 AM-->

Domingo, Setembro 22, 2002

<Evandro> 

Raramente eu me surpreendo realmente com alguma coisa nesse país. Quando eu falo que se surpreendi com algo, geralmente é muito mais uma força de expressão do que uma surpresa real. É mais uma perplexidade de ver que algo que era esperado, mas absurdo, realmente aconteceu.

Entretanto, quando recebi hoje um e-mail repassado do J. O. de Meira Penna, em que ele diz que não quer participar daquele abaixo-assinado contra o esquerdismo na mídia brasileira, isso realmente me desanimou. E o que sobretudo me desanimou é que ele disse também que está saindo de viagem - me parece que para o exterior - e que pretende sondar os meios e as possibilidades para o que seria seu terceiro exílio.

Quando uma pessoa culta como o Meira Penna, de idade avançada e com uma enorme bagagem de experiências políticas demonstra um desânimo dessa envergadura para com o rumo dos acontecimentos no Brasil, isso realmente é desanimador para mim.

Não sei o que vai ser desse país. Parece-me que a probabilidade de termos que ir embora ganha um bom peso com posições como essa do Meira Penna. E diante de suas palavras, mesmo com toda a descrença que eu já tenho para com o futuro desse país e com todo o meu ceticismo quanto às chances de um liberalismo e de uma liberdade de expressão por aqui, posso dizer que agora estou surpreso.
</Evandro> <!--10:47 AM-->

Terça-feira, Setembro 17, 2002

<Agonias> 

"Reivindicar do governo, mesmo aquilo que é teoricamente justo, resulta sempre, na prática, em rebaixamento moral: um homem que entre por esse caminho acaba por não enxergar outra forma de ação senão a reclamação. Por trás da vociferação raivosa, não haverá dentro dele senão a passividade atônita de um bebê que chora e que nada pode fazer por si mesmo. Um governo que se mete em tudo obriga as pessoas a tudo reivindicarem dele: avilta o povo ao atender às demandas, premiando a indisciplina e o protesto, e também ao não as atender, semeando a desesperança e o cinismo." Extraído do texto "A democracia das ONGs e a Ditadura do marketing ou: Uma nova apologia do imbecil coletivo" de Olavo de Carvalho
</Agonias> <!--4:42 PM-->

Segunda-feira, Setembro 16, 2002

<Evandro> 

Os historiadores da filosofia têm mais respeito pelas teorias dos filósofos do que pela Verdade.
</Evandro> <!--11:30 PM-->

<Evandro> 

Conversa de banheiro de faculdade de filosofia e teologia é o máximo. Hoje, estava lá eu dentro do box e dois sujeitos entraram conversando. Um disse que a aula tinha sido ótima e o outro concordou. "A Teologia da Libertação não é coisa simples, é uma teoria elaborada, complexa e bem construída". Ao que o outro responde: "e tem pessoas que ficam querendo reduzí-la ao marxismo, mas não é tão simples assim".

Aliás, essa de dizer que devemos respeitar uma teoria porque ela não é simples me dá vontade de rir. Agora, o que mais me revolta é a maneira como os professores defendem teorias contra supostos detratores. Quando uma professora foi falar de Epicuro, disse que seus críticos (logicamente ela nunca fala especificamente quais são) o acusam de hedonismo, busca do prazer acima de tudo. Então, os alunos fazem aquela cara de sérios, como quem diz "é mesmo". Então a professora explica que Epicuro não buscava o prazer acima de tudo, mas sim defendia que se evitasse a dor. Os alunos novamente assentem, como quem diz "realmente, os críticos de Epicuro não o entendem". Pois bem. Primeiramente, fica subentendido da aula que TODOS os críticos do epicurismo o criticam por esse motivo (hedonismo), o que não é absolutamente verdade. Depois, a refutação da professora contra um conjunto abstrato de críticos, sem nome e sem escola, dá ao epicurismo ares de profunda filosofia, que deve ser respeitada. Terceiro, os alunos se sentem muito seguros e jamais vão se sentir na obrigação de ler nenhuma crítica a Epicuro, já que vão ter na sua cabeça, muito bem acomodada, a generalização de que toda crítica a Epicuro é equivocada, pois ele não era hedonista.

E os professores sempre fazem isso. Sempre falam de "críticos" de algum filósofo, sempre assim de forma generalizada e abstrata. Isso me irrita profundamente.
</Evandro> <!--11:28 PM-->

<Evandro> 

Sentei na mesa do self-service e o garçon perguntou: "para beberem..."

Então senti vontade de dizer: "um sucos de laranja".
</Evandro> <!--11:11 PM-->

Domingo, Setembro 15, 2002

<Evandro> 

Décimo-quarto mandamento: "Odiarás, acima de qualquer coisa, um país que nascerá um dia e que se chamará Estados Unidos da América".
</Evandro> <!--12:55 PM-->

<Evandro> 

As matérias de jornal sobre artistas há muito dão mais ênfase aos posicionamentos políticos do que às obras propriamente ditas. Mas isso está acabando. Não há mais ênfase. Agora é só o posicionamento político mesmo.

A reportagem sobre o artista-plástico Antônio Poteiro, no Estado de Minas de ontem, me deixou deprimido. Não tem foto de NENHUMA obra do fulano. Tem uma foto dele, com uma obra ao fundo, embaçada porque o enquadramento é de retrato.

Aí seguem as opiniões do indivíduo, "superficiais como caspa" (ouvi isso numa reportagem sobre o livro do Sérgio D'Ávila sobre NY!). Por que será que todo mundo tem uma opiniãozinha sobre o mundo inteiro? Será que as pessoas não podem simplesmente ficar caladas em sua ignorância? Por que será que a quantidade de pretensa sabedoria das pessoas cresce em proporção direta com sua ignorância e com a complexidade da política e economia mundiais? Eu, que estudo pra caramba, leio em jornais estrangeiros reportagens sobre as conferências da ONU, sobre a política dos EUA etc etc, não tenho coragem de me posicionar pró ou contra essas intervenções dos EUA. Agora, aparece um velhinho barbudo que "faz potes" coloridos e verborrageia dúzias de clichês em um grande jornal (ou melhor, jornal grande). Será que ninguém percebeu ainda que a GRANDE MAIORIA dos artistas-plásticos não entende quase nada de política e economia, pelo simples fato de que passaram a maior parte do tempo de suas vidas pintando?

Pior, só mesmo padre comunista, que aguenta ler os artigos do Frei Betto que saem no Estado de Minas, com fonte 13 e espaçamento duplo. Tenho uma certeza: quem gosta de ler os artigos do Frei Betto não pode ter capacidade para entender nada mais complexo do que uma equação de segundo grau. No máximo, o conceito de PIB (e olhe lá!).

Transcrevo abaixo algumas declarações do Poteiro. O Subtítulo da reportagem é: "Um dos maiores artistas primitivistas do mundo, Antônio Poteiro, aos 77 anos, fala de sua carreira, do amor pela paz, de ecologia e da situação política do mundo" (aí eu me perguntei: só isso?):

"A destruição da natureza está feroz. O clima está mudando. Pinto a natureza para que o povo tenha lembrança depois. Daqui há 200 anos meus quadros estarão aí para o povo ver como era(...). Quantas áreas viraram deserto no Brasil. Quantos rios secaram (...). O homem só faz as coisas pensando na tecnologia e não lembra dele próprio. Faz um carro para te matar, o gás que coloca na cozinha, se deixar aberto mata todo mundo."

"Tem um camarada lá nos Estados Unidos provocando quem tá quieto. Vingança não serve. Meus quadros tudo é paz. Pinto o carnaval, a ecologia, às vezes faço isso criticando os estrangeiros que desejam roubar o Brasil".


Não tenho outra alternativa diante disso senão rezar. Meu Deus, "o gás que coloca na cozinha, se deixar aberto mata todo mundo". O que fazer diante de um comentário desses? Todo mundo que leu esse texto, por favor, reze também. Mesmo quem não acredita em Deus, pode rezar que está valendo.
</Evandro> <!--12:54 PM-->

<Evandro> 

Uma pérola. Um curso de música cuja descrição é triste demonstração do décimo-terceiro mandamento, postado ontem por esse humilde bloggista que vos fala. Veja o texto do anúncio: "Uma nova perspectiva voltada para o tradicional ensino musical respeitando as especificidades de cada aluno. A Ophicina de Sons visa 'reumanizar' tal processo à medida que instrumentaliza inúmeras interfaces do magistério artístico - filosóficas, terapêuticas, antropológicas, meditativas, musicológicas etc -, ou seja, destaca valores intrínsecos ao homem em sua formativa Vereda. Resgatando o prisma das antigas civilizações quanto à apreensão musical, por meio de metodologia própria, utiliza ('work in progress') todo o moderno espectro da epistemologia à tecnologia".

Estou pensando seriamente em ir em busca de minhas especificidades, trilhando esse musicológico, meditativo caminho em direção à minha formativa Vereda (com letra maiúscula mesmo, talvez seja algum deus que eu não conheço, ou a tradução brasileira de Nirvana!).
</Evandro> <!--12:54 PM-->

Sábado, Setembro 14, 2002

<Evandro> 

E...

Alexandrinas

Blog de meu amigo e leitor Felipe Ortiz.
</Evandro> <!--4:29 PM-->

<Evandro> 

Mais um blog (isso está ficando bom!):

offmidia

</Evandro> <!--4:21 PM-->

<Evandro> 

A metalidade "cidadã" - que domina o Brasil hoje - enxerga como única meta social aceitável a total inexistência de setores da producão perdendo emprego. Nenhum grupo de indivíduos que trabalhe com qualquer coisa pode ver sua atividade entrar em decadência. Quando isso acontece, sempre há um repórter por perto para divulgar na TV e lançar aquela básica pergunta oculta em toda matéria de jornal: "o que o governo vai fazer quanto a isso"? Por isso é que nos EUA emresas aéreas vão à falência, enquanto aqui elas recebem uma bolada a cada vez que ameaçam. Afinal, milhares de pessoas que trabalham para a VARIG perderiam seus empregos, não é mesmo? Agora, imagine quantas pessoas não ganhariam novos empregos, caso a bolada que o Estado gastou fosse restituída aos contribuintes?

Estou praticamente parafraseando Henry Hazlitt. Mas a verdade é que seu livro "Economia numa única lição" é atualíssimo para o Brasil. O que vemos no jornal todos os dias? Grupos de trabalhadores sofredores tomados isoladamente. Nunca os trabalhadores como um todo. Então todo mundo, apesar de jamais ter lido ou visto NADA sobre os trabalhadores tomados como um todo, acha que está tudo péssimo para todos os trabalhadores. Só que tem um detalhe: o jornal não mostra pessoas que conseguiram empregos. Mostra apenas pessoas que perdem seus empregos, pois apenas isso "é notícia".
</Evandro> <!--4:20 PM-->

<Evandro> 

Grandes clichês latino-americanos:

1) Grandes empresários lucram cada vez mais, são culpados de tudo e nunca reinvestem nada; usam a grana para especular e geram pouquíssimos empregos.

2) O Estado manda cada vez menos no capitalismo, por causa da globalização que aboliu as fronteiras do mercado.

</Evandro> <!--4:19 PM-->

<Evandro> 

Vivem me dizendo que a gente não tem certeza de nada nesse mundo. Mas eu tenho certeza de algumas coisas: 1) meu computador fica mais rápido quando eu desfragmento o HD; 2) meu computador é mais inteligente que muita gente que eu conheço; 3) meu computador é burro para caramba; 4) os burros fazem tudo que o inteligente mandar, desde que o inteligente fale sempre a mesma língua e use sempre os mesmos comandos; 5) eu sou mesmo muito idiota pra ficar achando que sou inteligente só porque sei comandar o meu computador de uma maneira que ele nunca dê pau; 6) preciso aprender a comandar outros burros além do meu computador.
</Evandro> <!--12:29 AM-->

<Evandro> 

A pressa é a irmã esquerdista da paciência.
</Evandro> <!--12:22 AM-->

<Evandro> 

Décimo terceiro mandamento: "Não pensarás senão por meio de monografias e teses".
</Evandro> <!--12:21 AM-->

<Evandro> 

Às vezes fico cansado de discutir com interlocutores esquerdosos. Confesso que não raro me perco em seus giros argumentativos alucinados e anárquicos. Sinto então uma espécie de anestesia traumática que me paralisa por completo, e uma voz interior me diz: "não escreva a réplica, não vai adiantar". Então fico parado em frente ao computador pensando como seria minha vida se eu tivesse nascido em um país de primeiro-mundo. Provavelmente eu escreveria para alguma revista e ganharia uns 1000 dólares por mês. Gastaria umas 10 horas por semana com esse trabalho e o restante do tempo eu usaria para estudar tudo que eu pudesse, na mais completa tranquilidade. Meu cérebro viaja ao pensar nos momentos felizes que eu passaria junto à mesa de estudo, meu cachorro deitado aos meus pés, uma cantata de Bach bem baixinho ao fundo e um leve aroma de incenso no ambiente. Leria as obras completas de Shakespeare, a Suma Teológica, as Confissões, os diálogos de Platão e as obras de Aristóteles. Depois escreveria ensaios e publicaria um livro. Escreveria para uns sites só por prazer e frequentaria palestras onde - pasmem! - aprenderia coisas.

Então, acordo do sonho e vejo em frente, olhando para mim, uma daquelas pérolas da língua portuguesa, um show de ausências gramaticais e literárias: nada de vírgulas, acentos, concordância nominal, coerência argumentativa ou respeito às regras mais elementares de lógica. Nada disso. Apenas marxismo requentado. Apenas bom-mocismo e "tolerância". E ainda tenho que responder! Não posso ser omisso! Buááááááááááá... Diz a voz dentro de mim.

Mas há um aspecto positivo em tudo isso. Estou exercitando minha agilidade argumentativa como nunca. Daqui a pouco serei um portento de lógica e retórica! Tudo bem, eles vão continuar não entendendo nada do que eu digo. Mas ao menos eu vou saber com mais clareza qual foi o real motivo, quero dizer, em qual parte do argumento eles se perderam, em que momento da discussão ocorreu uma ruptura. Resumindo: eu provavelmente não vou mais me sentir culpado ou inseguro durante um "debate" escrito.

E talvez um dia eu seja capaz de, como Eric Voegelin, descobrir precisamente onde está o "buraco" (negrito meu): "Hegel is more complicated, and one can easily spend a lifetime exploring the possibilities of interpreting reality from this or that corner of the Hegelian system, without of course ever touching on the premises that are wrong - and perhaps never finding out that there are premises that are wrong. In conversations with Hegelians, I have quite regularly found that as soon as one touches on Hegelian premises the Hegelian refuses to enter into the argument and assures that you cannot understand Hegel unless you accept his premises. That, of course, is perfectly true - but if the premises are wrong, everything that follows from them is wrong too, and a good ideologist therefore has to prevent their discussion".

A parte em negrito é uma lição de vida e vale o livro todo. Preste atenção quando estiver discutindo com alguém e for tomado por aquela sensação de que a conversa não vai chegar a lugar nenhum. Tente encontrar as premissas. Geralmente elas escorrem como água da boca do interlocutor. Cada par de palavras tem uma premissa oculta e você começa a ficar desesperado, pensando: "meu Deus, será que existe alguma premissa sensata nesse cérebro?". Nessas ocasiões, vale o conselho de um antigo professor meu: "não se preocupe, pois tende a piorar".
</Evandro> <!--12:18 AM-->

Sexta-feira, Setembro 13, 2002

<Evandro> 

Quando eu escrevi - em minha monografia de conclusão da graduação - que a semiótica é a negação da realidade, meu professor ficou meio puto comigo. Magoou-se e disse diante da banca que Peirce (o Buda da semiótica!) jamais disse isso, mas que apenas havia dito que esse tipo de assunto pertencia ao campo de estudos da metafísica, e não ao dele. Bem, o pensamento do fulano poderia ser resumido na seguinte frase (inventada por mim, mas que quer ser fiel ao digníssimo): "eu não estudo o real; estudo apenas os signos e todas as demais coisas que circulam dentro da cabeça de uma pessoa; estudar o real é tarefa para aqueles filósofos metafísicos viajandões".

Bem, mas ainda poderia ser pior. O tal do Peirce poderia fazer como os digníssimos Habermas e Pierre Lévy e simplesmente movimenar seus pauzinhos teóricos e declarar a era "pós-metafísica". Essa era seria então meta-meta-física? Ou seria simplesmente física? Restou-me essa dúvida...
</Evandro> <!--11:42 PM-->

<Evandro> 

Décimo segundo mandamento: "Não matarás traficantes".
</Evandro> <!--4:23 PM-->

<Evandro> 

Lá vai mais um link. Agora só faltam uns mil!

Guidalli.com
</Evandro> <!--4:20 PM-->

<Evandro> 

Décimo primeiro mandamento, perdido por todos esses anos e recentemente descoberto por arqueólogos: "Deverás gostar de Cidade de Deus".
</Evandro> <!--12:50 PM-->

<Evandro> 

O Paulo Salles abriu seu blog e eu não estava sabendo. Que pecado! Então lá vai o link e uma "amostra do conteúdo" (pimenta pura!).

Lucida Lancis


"Ninguém neste país sobreviveu à última semana sem ouvir pelo menos uma vez a pergunta: 'E aí, já viu Cidade de Deus?' Não vi, e tenho pelo menos duas boas razões para isso. Primeiro, porque prometi a mim mesmo que nunca mais assistiria a um filme nacional desde quando vi, alguns anos atrás, uma cena - esqueci o nome do filme; sei apenas que era dirigido por um publicitário, o que não ajuda muito - em que aparecia um sujeito tocando saxofone, de cueca, numa sacada de apartamento. É o seguinte: não dá. Tudo tem limite. Eu agüento um bocado de coisas, mas só até certo ponto. Saí correndo da sala, com a firme determinação de manter distância, para o resto da vida, dessa farsa hedionda chamada cinema brasileiro. E desde então jamais quebrei a promessa (quer dizer, exceto por aqueles curta-picaretagens de exibição obrigatória, antes dos filmes propriamente ditos). Segundo, porque sou o tipo de pessoa para quem cinema é Some Like It Hot, ou algo assim, e não tenho a menor paciência para filmes sobre gente feia, pobre, desdentada. Em vinte minutos minha atenção se desvia e começo a especular se a ramela mostrada nos closes é maquiagem ou natural. E não consigo tirar da cabeça aquela frase do Paulo Francis: 'Sempre que vejo algum favelado em filme brasileiro tenho vontade de sair gritando: 'É um santo! É um santo!''".
</Evandro> <!--12:34 PM-->

Quarta-feira, Setembro 11, 2002

<Evandro> 

Há 1 ano eu acordava perplexo com o que estava acontecendo... Até hoje estou agonizando. Tomara que não aconteça mais nada (de pior).
</Evandro> <!--8:04 AM-->

Terça-feira, Setembro 10, 2002

<Evandro> 

Não resisto. Tenho que colocar esse artigo aqui. Saiu na página de Ricardo Bergamini.


O jornalismo paranóico da mídia esquerdista brasileira: agora, a culpa é do jornaleiro.
 
Paulo Diniz Zamboni

 
Quando parece que não é mais possível para a imprensa esquerdista brasileira ultrapassar os limites do absurdo, surge uma nova prova de que tais limites são muito mais amplos do que se pode supor.
 
Assim, na última quinta-feira, 05/09, as TVs Cultura de São Paulo e Bandeirantes, deram amplo destaque para a prisão, pela polícia paulistana, de um jovem de vinte anos de idade, cujo “crime” foi vender adesivos com o desenho da cruz suástica na banca de jornal onde trabalha. Apresentado como se fosse um “perigoso agente do terceiro Reich”, o jovem será processado e poderá ser condenado a cinco anos de cadeia! Sim, cinco anos de cadeia por estar vendendo adesivos com o símbolo de um partido que não existe no Brasil, e não passa de um movimento de lunáticos desocupados e bêbados na Europa, mas que se constituí num dos “espantalhos” favoritos (o outro é a polícia) da nossa mídia “engajada”. Por mais lamentável que seja o significado desse símbolo (o rapaz alegou que não sabia que estava cometendo um crime), todo o episódio é simplesmente grotesco. Para começar, somente um idiota deve achar que um jovem, vendendo um adesivo de baixíssima qualidade, representa alguma ameaça à sociedade que justifique a sua prisão e indiciamento.

Para variar, o episódio todo só poderia ser conseqüência da ação de mais um “patrulheiro” de uma das ONGs que pululam no território brasileiro, cada vez mais senhoras da situação, e que estão desempenhando papel de autênticos soviets, no melhor estilo revolucionário-bolchevista.
 
Mas se é para denunciar e prender divulgadores de símbolos que personificam morte e destruição, que tal se alguma ONG e a mídia, ao invés de irem “fuçar” em bancas de jornal obscuras, dessem uma “olhada” no símbolo estampado nas bandeiras que adornam os palanques onde o candidato à presidência da República pelo PT costuma fazer os seus discursos? Pois se os membros das nossas KGBs e Gestapo midiáticas ainda não viram, são bandeiras vermelhas com o símbolo da foice e do martelo. Ou será que esse símbolo não personifica um regime cruel e assassino, no mínimo tão destruidor e monstruoso como o nazismo? Se os jornalistas vermelhos e os senhores representantes das ONGs não perceberam, o Pc do B (Partido Comunista do Brasil), apóia o sr. Lula em sua campanha eleitoral. E esse partido, como qualquer pessoa medianamente informada sabe, utiliza em seus comitês e comerciais de tv o referido símbolo.
 
Mas pedir isso é exigir demais de uma mídia assumidamente hipócrita e partidária. Esquerdismo, deturpação e mistificação são a marca registrada da mídia brasileira, e já faz muito tempo.
 
Enquanto os srs. jornalistas da TV Cultura e Bandeirantes, com expressões graves e compenetradas, procuravam dar ares de seriedade à absurda noticia da prisão do jovem jornaleiro “por apologia ao crime racial”, uma dupla de “cineastas” era tratada, por essa mesma mídia, como os novos ícones do momento, ao fazerem um filme que é a mais pura apologia ao crime, ao tráfico de drogas e a violência.
 
Depois, esse pessoal, de forma inacreditável, pede soluções para o caso Tim Lopes. Com que moral? Com a moral de quem introduz equipes de TV ou cineastas em morros para glorificar o crime, cobrir “manifestações populares” contra a “violência policial”, ações que os jornalistas sabem muito bem serem quase sempre orquestradas pelos traficantes, que lançam a população contra a polícia, invariavelmente mostrada como violenta e incompetente? É essa mídia, que não faz nenhuma pergunta ao candidato do PT sobre o histórico de violências de várias organizações ligadas ao partido, ou sobre o passado bem recente de apoio do PT a inúmeros criminosos nacionais e grupos terroristas, que quer ter moral para fazer cobranças? Outro exemplo de infinita demagogia e demência da mídia foi à reunião chamada de “Rio+10”, apresentada como se fosse um encontro de estadistas de nível mundial. Para se ter idéia do nível da reunião, foram dados destaques à Rússia (notória destruidora da natureza, que liquidou com o maior lago interior do mundo, o Mar de Aral) e à China (poluidora em imensa escala), como se esses dois países fossem exemplos de comportamento ambiental. O que fracassou nesse encontro de esfarrapados arrogantes não foi nenhuma “tentativa de desenvolvimento sustentado”, como afirma a chorosa ladainha da mídia socialista, mas sim a implantação das bases de um governo global, coisa que a ONU, as ONGs mantidas por milionários fabianos, e desocupados esquerdistas europeus e norte-americanos, vêm lutando há anos para conseguir. Quem ouviu falar dessa reunião pode ter pensado que a África é um continente maravilhoso, que solucionou todos os seus problemas, e que, portanto, era o lugar ideal para um encontro que simplesmente pretendia decidir o futuro do mundo. Nada mais enganoso. Na verdade, a mídia insiste em acobertar a realidade sobre a África, arrasada por anos de marxismo, guerras tribais e interesses de grupos poderosos, disfarçados como “preocupações humanitárias”. Aliás, a hipocrisia da mídia em relação ao continente africano já vem de longa data.
 
Durante os anos 80, quando a então URSS, utilizando-se dos soldados de seu fiel fantoche Fidel Castro, apoiava o regime comunista etíope do general Mangistu Marian com centenas de milhões de dólares anuais em armas, à imprensa internacional cobrava soluções da comunidade internacional para a fome no país. Inclusive, mobilizava cantores e artistas para campanhas contra a fome na Etiópia, arrecadando alimentos que, depois, eram enviados para o país, onde eram, por sua vez, desviados para o Exército etíope. Além disso, o fato de que a fome era utilizada como arma pela ditadura comunista etíope (como Stálin já havia feito nos anos 30 na URSS) que a empregava contra os inimigos internos, liquidando populações inteiras, até hoje é praticamente ignorado pela opinião pública devido ao serviço de desinformação esquerdista nos meios de comunicação.
 
A verdade é que, nos anos 80 (como agora) um bando de ignorantes, subdesenvolvidos, incompetentes e socialistas, à procura de “bodes expiatórios” pelos fracassos dos seus projetos inviáveis, adotava a tática de colocar a culpa de todos os seus problemas nos países desenvolvidos, especialmente os EUA.
 
Por isso, não é de se espantar que as reações às verdades proferidas pelo general Collin Powell em seu discurso durante a “Rio+10”, sejam de hostilidade e grosseira falsificação dos fatos na mídia. Na oportunidade, o general norte-americano lembrou sobre a recusa dos países africanos em aceitarem alimentos modificados geneticamente, e sobre a ditadura comunista do Zimbábue, que além de patrocinar terrorismo e violências contra os fazendeiros brancos, pratica genocídio contra a população negra, desorganizando toda a produção agrícola, provocando a falta de alimentos. Mas para a nossa mídia, o general foi vaiado pela “recusa do governo dos Estados Unidos em assinar tratados internacionais”, como costuma fazer o nosso “Kerensky” de Brasília, que em mais um lance de servilismo ao socialismo internacional, assina com um imenso sorriso estampado no rosto todo tipo de tratado que colocam à sua frente. Se for para obter uma posição de destaque na ONU o “Kerensky tupiniquim” topa qualquer negócio. Só se esqueceram de avisar o Sr. “Kerensky” que, para ter voz ativa na ONU, é necessário ter também Forças Armadas modernas e bem preparadas, coisa que, graças à “troupe” de esquerdistas do governo “menchevique” de Brasília, estamos totalmente impossibilitados de ter. Ao contrário. Pelo andar da carruagem, logo, teremos uma milícia, talvez do tipo “Exército Vermelho”.
 
Esses fatos, do passado e do presente, como de costume, são omitidos ou “filtrados” pela mídia brasileira. Mas para o assunto do “perigoso conspirador nazista” que vendia adesivos, não faltou espaço. Enquanto isso, repito, grandes bandeiras vermelhas com a foice e o martelo surgem na televisão, um candidato com um imenso “telhado de vidro” como Lula nunca é seriamente questionado sobre nada, e o país caminha para o abismo.
 
Mas tudo bem, o jornaleiro “conspirador” foi preso, e a mídia conseguiu transformar isso em manchete. Afinal, nada mais importante está acontecendo, no Brasil e no mundo, que mereça destaque.
 
Em tempo: Fernandinho Beira-Mar continua controlando seu império de dentro da cadeia, agora coordenando execuções em tempo real, via telefone, como atestam as mais novas gravações do ministério público. Só resta agora saber quando algum “filhinho de papai” desocupado, ou algum herdeiro de fortunas multimilionárias vai dar “uma forcinha” para esse “pobre excluído da sociedade”, e fazer um filme sobre sua vida.

 
O autor é Professor de História: paulodinizz@hotmail.com

</Evandro> <!--10:00 AM-->

Segunda-feira, Setembro 09, 2002

<Evandro> 

Trecho de artigo de Olavo de Carvalho:

"Não há mundo unipolar. Há, de um lado, a aliança EUA-Israel e, do outro, o bloco do globalismo esquerdista entrincheirado na ONU. Militarmente, as fortalezas deste último são a China -- envolvida em crescentes preparativos nucleares em escala de guerra global --, a Rússia (que por baixo do pano jamais cessou de ajudar terroristas no mundo todo), alguns países árabes fortemente armados e, last not least, a rede mundial de organizações narcoterroristas; economicamente, a Comunidade Econômica Européia, sem cujo apoio as investidas de Arafat contra Israel já teriam cessado por falta de gasolina; política e publicitariamente, a grande mídia esquerdista internacional (incluindo os principais jornais americanos), que faz diariamente a caveira de George W. Bush."

Todo estudante do ensino médio deveria ouvir isso antes de começar a ler Caros Amigos e Folha de S. Paulo - orientado por seu professor de geografia, é claro - para aprender "geopolítica". Se não para concordar, ao menos para considerar o argumento dentro de seu campo de possibilidades, coisa que não ocorre hoje em dia, a despeito dos milhares de livros em inglês sobre o assunto. Mas, ao que parece, ou melhor, certamente, o aprendizado de inglês hoje é indispensável somente "para preparar para o mercado de trabalho", nunca para a busca do conhecimento.
</Evandro> <!--4:19 PM-->

Sábado, Setembro 07, 2002

<Evandro> 

Certa vez, quando eu cursava comunicação social na faculdade, uma professorinha de português (que, diga-se de passagem, nem sabia quem era Ferreira Gullar) pediu que fizéssemos um trabalho que consistia no seguinte. Analisar alguma música e dizer que sentimentos, opiniões e estados de espírito ela suscitava.

Uma garota escolheu uma música pop qualquer e falou dela por um tempinho. Lá pelas tantas, a professora perguntou: "E a letra da música?". Ao que a menina respondeu: "Não analisei. Não prestei atenção na letra."

Ao longo de meus 4 anos na faculdade de comunicação, presenciei várias cenas como essa. E hoje eu fico pensando em como a percepção que as pessoas têm de suas próprias experiências é inconsciente. Os jovens cantam as letras das músicas e elas despertam comportamentos os mais diversos. Mas, no fundo, se um indivíduo desses fosse realmente parar pra pensar, veria que nem entendeu direito o que cantou e, no limite, o que resolveu fazer com sua vida.

Daqui a uns 200 ou 300 anos, um estudioso vai revirar arquivos para ver como era o senso-comum do século XX/ XXI e vai encontrar letras como a de Epitáfio, do Titãs: "O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído". Vai, provavelmente, concluir que não tínhamos muita fé. E que estávamos meio perdidos. Mas será que vai encontrar nos arquivos os verdadeiros culpados de tudo isso? Será que vai perceber que o senso-comum estava rigorosamente fundamentado em teorias filosóficas imbecis?
</Evandro> <!--10:09 PM-->

Quarta-feira, Setembro 04, 2002

<Evandro> 

Estou de saco cheio de ouvir a palavra CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA CIDADANIA.


Sublimei, provisoriamente, até a próxima vez que eu abrir um jornal ou ligar a TV.
</Evandro> <!--12:32 AM-->

Terça-feira, Setembro 03, 2002

<Evandro> 

Muito interessante o artigo de David Limbaugh na Jewish World Review. O governo do estado da Califórnia está realizando uma cruzada contra os "homeschoolers". Por que será... Será pelo alto desempenho acadêmico que eles alcançam quando entram na universidade? Prova irrefutável da incompetência do Estado para educar as crianças e jovens... A melhor parte é a que cita uma declaração da porta-voz do departamento de educação: "É bem-vinda a atitude dos pais de suplementar a educação das crianças com atividades em casa, mas não a de substituir a educação delas por instrução domiciliar descredenciada."

A resposta irônica do articulista: "Obrigado por deixar os pais ajudarem as crianças com o dever de casa e talvez até lhes ensinarem algumas coisas independentes do glorioso currículo das escolas".

Aqui por essas paragens, para o bem ou para o mal (muito mais para este que para aquele!), não vamos ter esse tipo de problemas tão cedo, ou nunca. Afinal, quando eu digo às pessoas que existem pais nos EUA que ensinam seus filhos em casa, elas me olham como se eu estivesse falando que o homem descobriu vida em Saturno.
</Evandro> <!--1:28 PM-->

Domingo, Setembro 01, 2002

<Evandro> 

Quando a gente acha que está preparado pra tudo, aparece algo para nos pasmar. Como por exemplo esse trecho de um ensaio do magnífico caderno "Pensar" (com o traseiro, só se for) do jornal Estrago, digo Estado de Minas (negritos meus): "Outra implicação da mudança de paradigma será um genuino respeito pela verdade do outro. A ciência evidencia hoje que não existe realidade independente de um observador. Devido à forma como somos biologicamente constituídos, não existe critério objetivo para validar as experiências subjetivas do mundo. Portanto, por mais que eu seja considerada especialista ou autoridade em determinado assunto, não há critério objetivo para validar qualquer afirmação minha sobre o mundo, para considerá-la superior à verdade do outro. A implicação desse conhecimento será, pois, a de legitimar genuinamente a verdade do outro e, conversando, fazermos emergir uma "realidade", pela qual seremos ambos responsáveis. 'Reconhecer o outro como legítimo outro nos meus espaços de convivência': uma utopia? Sim, uma utopia cientificamente fundamentada!"

Bem, quanto aos dois negritos, sugiro que a cultíssima "consultora, professora, terapeuta" (como diz no jornal) dirija seu carro em direção a um poste (a 180 Km/h, de preferência), para ver se realmente não existe critério objetivo para validar a experiência subjetiva de "dureza" que temos dele.

Quanto ao "legitimar genuinamente", só resta mesmo lamentar.
</Evandro> <!--11:46 PM-->

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